sábado, 28 de setembro de 2013

YERASOV: DELAY RUSSO, CAMARADA!!!

Finalmente montei um pedal que eu estava namorando há um tempão. O Tiarley do Handmades fez o grande favor de rotear uma nova placa pra ele, porque a original era muito grande e não cabia nas nossas caixinhas Hammond. Por um triz não coube na Hammond média (a 1590B). Por causa do jack J10 que ele tem a mais, não deu pra colocar. Tive que partir pra 1590BB. Pena.
É um delay ótimo, muito bem filtrado, sem ruído mesmo nas repetições de maior duração. Ainda não "dei uma coça nele", para avaliar todo o potencial, mas já deu pra perceber que vai ganhar um lugar na minha pedaleira.

Aí vão umas fotos da parte de dentro dele:






Pode-se reparar que ele tem três jacks J10: um IN, um OUT e um OUT FX, uma novidade, que nada mais é do que uma saída específica apenas para o som da guitarra que é atrasado. Isto é, você toca a nota mas não escuta nada do que foi tocado, aí começa a tocar o efeito de delay - mas só ele, não há o mix com o som original da guitarra. O mix com o som original + o efeito do delay (que é o que todos os delays normalmente têm) é obtido na saída OUT. Pra que isso? Eu soube que serve pra gente ligar duas saídas ao mesmo tempo, de modo que tenhamos uma situação estereofônica, com o som mixado guitarra+efeito saia em uma caixa e apenas o som do efeito saia em outra. Deve ficar maneiro. Como não tenho duas caixas para testar, fica pra próxima essa avaliação.

A seguir as fotos do pedal por fora. Estou botando duas imagens de cada foto, sendo a primeira com parte da arte desfocada, para as pessoas que não gostam de ver xanas (nesse caso, feche um olho e olhe só para as fotos da esquerda). A outra está normal, com uma sequência de várias b****** (já que o efeito de delay é uma repetição, por que não estas???)








Quanto à montagem, para quem quiser se aventurar, tome bastante cuidado, porque a placa tem trilhas e ilhas bem pequenas e qualquer descuido pode botar tudo por água abaixo. Os componentes são fáceis de encontrar.




sábado, 21 de setembro de 2013

NOVO PROJETO: TRIX

Novo projeto, unindo num só pedal um booster, um overdrive e um delay. Ainda em fase de desenvolvimento.




sexta-feira, 20 de setembro de 2013

UM MARSHALLIZER ÚNICO. ÚNICO MESMO!

Teve uma turma do Handmades (não vou citar os nomes porque posso esquecer alguém e fica chato), que desenvolveu durante mais de um ano um pedal que não é cópia de nenhum. É um pedal novo, com uma personalidade muito própria. Foi projetado a partir do pre-amp do Marshall e resultou num pedal de alto ganho, com uma resposta agressiva, mas que pode ser controlada até se tornar um drive inspirador para quem curte o rock  na linha pop ou progressiva. Por ser sensível à pegada de quem toca, se timbrar direitinho é possível ter um efeito muito bonito também para um blues encorpado. Enfim, eles conseguiram um pedal realmente único: não é cópia de nenhum outro e com uma amplitude de timbre muito gostosa.

Provavelmente em função de seu alto ganho, quando usado "mais no talo" ele apresenta um leve hum, que fica mais evidente nas guitarras que usam captação single. Nada que atrapalhe, pois durante a música ele "desaparece".

Foi batizado pelos autores como HG1 - Hells Gain.

Outro motivo para ser chamado de "único", é que os autores mandaram produzir industrialmente algumas placas, que foram vendidas aos interessados no Handmades. Só que fizeram apenas 50 peças, e elas acabaram; e por sorte uma veio parar nas minhas mãos. Por que "por sorte"? Afinal, era só esperar pela próxima fornada e pronto. É que não vai ter nenhuma próxima fornada. Os caras não vão produzir mais nenhuma, e quem comprou, comprou; quem não comprou ficou só no desejo. E pior: não adianta tentar clonar, pois a placa é feita em duas camadas. Já era. Portanto nem me peçam pra fazer um igual. Sem chance, baby! Este é meu e ninguém tasca; não vendo, não empresto... Hehehehe...

Pelo menos eles liberaram o esquemático do pedal. Quem quiser se aventurar e rotear ele e criar um novo layout, fique à vontade; vai ser difícil de caber numa caixa média ou pequena. Se feita em duas camadas ele teve que ser posto numa caixa 1590BB, imagine feito numa camada só... Vai ficar gigante!.

Vou postar abaixo as fotos desta delícia. Eu usei uma arte chamada "Naked in Hell" (claro que é uma mulher pelada, pra não perder o estilo), que eu esqueci de anotar o nome do artista que pintou. I'm sorry! Se um dia um descobrir de novo eu dou o crédito.



Esta é para aqueles que não gostam de obcenidades.


A propósito, estes botões (knobs) não são os definitivos. É que eu não tinha seis iguais, então tive que dar uma "ajeitada" básica, para não ficar muito esquisito.


domingo, 15 de setembro de 2013

VIAGEM AO MINIMUNDO.

Embora não seja um fã ardoroso, sempre tive uma curiosidade a respeito dos pedais que a galera monta nas caixinhas 1590A, aquela pequena, quase a metade de uma caixa normal, padrão MXR. É um desafio, fazer um pedal caber lá dentro.
Em reunião com a galera da banda SOLID - que está assinando uma linha com três modelos de pedais - ficou no ar a possibilidade de se fazer um deles no estilo mini. Pensei: "pode ser um delay ou um booster". Aí o destino se encarregou de dar uma força e uma sacaneada ao mesmo tempo. Numa compra de materiais que eu fiz, veio por engano uma minicaixa. Em vez de reclamar, vislumbrei ali a possibilidade de tentar a aventura. Só que havia um problema: a minicaixa que veio não era uma 1590A, e sim uma 1550. Menor ainda. Pensei: "putz, me ferrei..."
Mas, mesmo assim, resolvi medir direitinho e vi que para um booster talvez desse. E saí catando um projeto que fosse pequeno o suficiente para caber na caixa, mas que não fosse bisonho. Achei um projeto feito pelo Big Louis, do Handmades, com base no EPB. Tava lançado o desafio. Mãos à obra.
Não vou detalhar a montagem, porque ela ocorreu sem maiores sobressaltos. O cuidado maior foi na furação da caixa, que eu fiz antes mesmo de preparar a placa de circuito impresso. Fixei a chave 3PDT, os jacks 1/4, o jack J4 e os potenciometros de 16 mm para ver o que me sobrava de espaço para acomodar a placa. Achei que dava. E deu.
Aí vão as fotos de como ficou. A arte ainda é provisória (por favor não critiquem, seus urubus!) Quando eu for fazer "à vera" ficará com melhor acabamento, com certeza.










Minha avaliação: quanto ao som gostei bastante. Funcionou melhor usando um transistor J201 e um capacitor (C3) de 47nF. O controle de ganho foi colocado por mim, no lugar do resistor R3. Esse resistor originalmente era de 3k3, e eu usei um pot de 10k linear. Não sei dizer se é a melhor opção em termos de valor, mas era o que eu tinha a mão. Quanto ao resultado da "miniaturização", sou obrigado a dar a mão à palmatória. É muito estiloso e ganha muito espaço, porém, é limitado a poucos tipos de efeitos. Sei que o mestre Adiel do Handmades tem conseguido prodígios com essas caixinhas. Quem sabe um dia eu não tento novamente com um dos projetos dele?...




domingo, 8 de setembro de 2013

NOVO PEDAL NA ÁREA: LES LIUS!

Hoje terminei a montagem de um pedal muito legal, o LovePedal Les Lius, com projeto e layout obtido na MadBeanPedals.

Será um pedal signature, para a banda  carioca SOLID, que se amarrou no timbre dele e negociou a colocação de sua assinatura no pedal. Ou seja, todos os pedais deste modelo, produzidos serão nominados como SOLID LL-1328.

Aí vão as fotos internas e externas no pedal. Com vocês, o SOLID!









O detalhe interessante deste pedal é que ele simula dois amplicadores Fender, bem antigos, e o guitarrista pode selecionar qual vai querer trabalhar, por meio da alavanca que existe entre os botões. Ela tem 3 posições: uma é o Tweed, outra é o Twin e outra posição é a junção dos dois. A montagem em si é de dificuldade moderada. O problema é encontrar os componentes corretos. Este pedal utiliza o diodo BAT 46 que é bem difícil de achar, mesmo no exterior. Quando eu consegui um fornecedor já fiz logo um pequeno estoque estratégico. Se esse fornecedor deixar de trabalhar com essa peça este pedal se tornará o que se poderia chamar de uma raridade. Nenhum diodo disponível nas lojas conseguiu substituir à altura o BAT46... Quanto ao timbre, é um overdrive MUIIIIIIIITO BOM! Recomendo.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

PHASER DA IBANEZ: PT-909. UM DESAFIO COM DIÁRIO DE MONTAGEM.

Para colaborar com o pessoal do Handmades.com.br, estou postando a PCI deste pedal. Dizem ser muito f***. Achei meio complexo e precisa muita atenção para se aventurar com ele.
Como não foi clonado até hoje, estou compartilhando com a galera este, digamos, diário de desenvolvimento do projeto.





PCI - copiada da placa original, usando o Corel. Não foi feita usando o esquemático, e sim pintando direto sobre a imagem das trilhas da placa.

Esquema:


Abaixo uma foto da internet em que aparecem os componentes na placa. Infelizmente não mostra como é feita a ligação com jacks e pots...




Fiquei bolado com esses dois componentes, CR1 e CR2, que marquei com elipses vermelhas.
:



Depois de pesquisar com a galera do handmades.com.br, fiquei sabendo que são capacitores e resistores ligados em paralelo (daí o código CR - dãããã...). Os valores de cada um não se sabe direito, mas há aposta no sentido de ser um capacitor de 1nF em paralelo com um resistor de 100K. Ainda não experimentei.

Porém estes componentes fazem parte do bloco do circuito responsável por ativar-desativar o efeito. O pedal não é true-bypass, então se pode optar por montar ele totalmente original ou adaptar para o uso de uma chave 3PDT e fazê-lo true-bypass. 

Estive analisando o circuito e acho que os esquemas de ligação de fios dos respectivos dois tipos de ligação seriam assim (não verificado ainda!!!):

ORIGINAL


TRUEBYPASS COM CHAVE 3PDT

Resolvi fazer um pequeno diário da montagem. Pra começar duas fotos da placa, já corroída e perfurada:

2a. etapa: Colocação dos resistores. Importante: Todos os resistores devem ser de 1/8W, porque o espaço é bem pequeno, e são colocados na vertical mesmo. As trilhas também são bem pequenas, por isso o processo de soldagem tem que ser bem cuidadoso, com a pontinha do ferro e uma solda de boa qualidade, senão é impossível.
Eis as fotos depois de colocados os resistores. Levei 4 horas de trabalho só nessa parte...



Todos os componentes já colocados. Mas ainda não está funcionando. Continuando em busca dos motivos... :(




Era um CI queimado. Agora o sinal está passando. Vamos colocá-lo na caixa. Vou usar uma carcaça vazia de um Oliver Compressor.



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Passado um tempinho, recebi meu pedal de volta. "De volta de onde?", algum curioso vai perguntar. Eu digo. Como não tinha meios para fazer uma regulagem decente no pedal, pedi ao Felix, do Handmades, para dar uma força. Ele fez isso e mais: conferiu toda a montagem e mudou algumas coisa. Incluiu um novo botão, para o controle de Mix e substituiu o acionamento flip-flop por outro via 3PDT. Aí regulou bonitinho e me devolveu. Ficou foda! Muito interessante o pedal, cheio de possibilidades... Também com quatro controles (Velocidade, Intensidade, Feedback e Mix) existem infinitas combinações; cada uma um timbre diferente. Gostei das modificações. Não se pode dizer que é o mesmo Ibanez PT-909 original, é um outro phaser, que, provavelmente, não existe similar.
Tentei fazer um vídeo mostrando algumas coisinhas, rapidamente, só que a qualidade do dito cujo é muito fraca. Culpa minha (que ainda não sei tocar direito o diacho da guitarra) e culpa dos equipamentos (som que eu não posso colocar muito alto no apartamento e câmera que não captura bem o áudio). Mas enfim, vou postar, pois pelo menos dá pra ter uma rala ideia desse ótimo pedal.  O link pro demo é http://youtu.be/Hb-Ar0Ih6ac.



terça-feira, 23 de julho de 2013

Experiências... Onboards ou Offboards?




Não é de hoje que venho observando as tentativas de handmakers de produzir seus pedais onboard, ou seja, sem a utilização de fios para conectar os componentes às placas. Sempre considerei  interessante, mas nunca me animei a entrar por esse caminho. No fundo achava que os fios tinham lá o seu charme, e davam um tom mais vintage às peças.

Há algumas semanas acompanhei uns projetos interessantes, feitos pelo Gustavo (GUGARN, lá no handmades.com.br), todos nesse onda onboard. Como ele gentilmente cedeu os layouts de dois pedais (um Tubescreamer e um Zero Point), resolvi testar. Já tinha meu TS9, mas pensei: “Se ficar legal, desmancho o antigo e incorporo o novo no pedalboard. Se der zebra, vale a experiência.”

Ah, pra quê?... Fui mordido pelo bichinho do “zero fiação”. Juntei alguns componentes que tinha sobrando, roubei outros de projetos já desmontados (sucata) e consegui tudo que precisava para a nova aventura. Consegui fazer o Tubescreamer! Ficou lindo. Som ótimo, limpeza total dentro da caixinha. Tudo de bom. Tem umas fotos aí:

Vista da placa, em fibra de vidro
Pedal pronto e ligado


Só não foi totalmente sem fios porque eu não tinha os jacks P10 com rosca interna (fundamentais para soldar na placa e poder entrar na caixa de alumínio sem travar nas laterais). O jeito foi usar jacks comuns, e soldá-los na placa por meio de fios; mas foi só isso.

O resultado me aninou e pensei o seguinte: “se fiz um, posso fazer qualquer outro”. De fato, se eu conseguisse um template para as peças externas à placa, era só juntar qualquer efeito ao espaço restante, por meio de trilhas desenhadas que fizessem as conexões.

Peguei o layout do Gustavo, e com a ajuda do CorelDraw isolei apenas as ligações desses componentes externos (que são a chave 3PDT, os jacks In e Out e o jack J4 da fonte) e deixei-os terminando em slots IN, OUT, GND e 9V. Assim, basta pegar o layout de qualquer efeito e puxar as trilhas correspondentes ao IN, OUT, GND e 9V da placa e ligados a slots que possam ser ligados por meio de jumpers aos slots correspondentes do template. 


Pronto, teremos uma placa totalmente onboard! Restava testar se a ideia funcionaria. Testei e funcionou!

O teste foi feito com um DOD YJM 308 Malmsteen. As fotos da placa estão aí.


Placa em fibra de vidro
Placa com componentes externos soldados





Depois de montado, testei a placa antes mesmo de colocar na caixa. Tudo funcionou de primeira! Fiquei animado. 


Placa ligada e sendo testada "à vera"


Os resultados nas fotos.



Vista lateral
Vista frontal



Agora vou partir para o teste do Zero Point Delay, que usa uma caixa 1590BB. Depois posto o resultado.


Também estou desenvolvendo um projeto que usará os jacks P10 apontados para a lateral superior da caixa (que para mim é a melhor maneira de arrumar na pedaleira). O template já está feito, mas falta testar. Provavelmente vou usar um BluesBreaker Marshall pro teste, prevendo o uso de potenciômetros mini (9 mm), do tipo que são usados nos pedais da Boss. Esse me dá calafrios. Se der certo, UAU! Será tudo o que eu espero.

Teve “falha nossa” nesse projeto? Claro, né? Eu sempre dou uma vacilada aqui ou ali...

O caso foi o seguinte: montei o DOD YJM308 onboard e tudo funcionou no primeiro teste, lembram? Pois é.  Parti pra colocar tudo na caixinha. Medi os furos frontais (potenciômetros, footswitch e led) e coloquei a placa no lugar. Hummmmm... A placa entrou justa demais na caixa. Tudo bem. É só lixar um pouquinho a lateral da placa, com cuidado para não encostar nas trilhas externas. Lixa daqui, lixa dali e pronto. A placa encaixou. Furação ok, todo mundo nos seus respectivos furos. Beleza!  Então agora tem que medir e furar as laterais, para os jacks IN e OUT e a fonte. Aí o bicho pegou. Eu não conseguia enxergar as posições exatas destas peças para poder fazer a marcação. Que saco!!! No fim, depois de tomar todos os cuidados, consegui fazer as marcações a lápis na caixa. Furei. Encaixei a placa e... puta que pariu! Ficou fora! Forcei um pouco pra ver se conseguia encaixar as roscas de fixação dos P10. Nada, tinha uma diferença de quase meio centímetro. Não adiantava. Tirei a placa, peguei a furadeira e fui arrombando os furos da caixa para tentar ajusta-los à posição dos jacks. No final, consegui, mas foi tanto tira-e-bota a placa, força aqui e ali, que acabei promovendo a segunda vacilada: mau contato no jack da fonte.  Claro que só fui perceber isso muito tempo depois de verificar que quando a placa estava na caixa nada funcionava. Tirava da caixa e voltava a funcionar. Olhei tudo, revisei tudo e não achava nada. Até que num determinado momento, resolvi repassar as soldas de todos os pontos do template. Ao ressoldar o jack de força, o problema deixou de ocorrer.  Concluí que por ter forçado algumas vezes apoiado no jack, a solda deve ter cedido em algum ponto.  No final tudo ficou bem.

Quem quiser se aventurar, dou sinal verde. Vale a pena, pois simplifica muitíssimo o trabalho e a margem de acerto é bem maior. Só tomem cuidado com a furação da caixa. 

Quem precisar de mais informações, é só pedir. Abç.