sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

UM TREMOLO FEITO SEM CI. USA LEDs


Resolvi testar este projeto de um trêmolo que é feito sem circuito integrado. Usa apenas dois transistores e dois leds. O resultado me surpreendeu. O efeito é bem definido, marcante, lembrando os vibartos da década de 70. Muito bom.






A arte da caixinha foi uma tentativa de simular um carrinho, só que a tinta preta da impressora acabou bem na hora e ficou pálido. Não era bem a ideia, mas por enquanto vai ficar assim.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

DEMO DO PEDAL NÊMESIS. EQUALIZADOR DE 6 BANDAS.

A pedidos estou postando um vídeo para demonstrar o funcionamento do pedal Equalizador Nêmesis.
Totalmente improvisado, gravado na oficina de luthieria do Rodrigo Cotia (Flamengo, RJ). Espero que o áudio permita perceber as nuances de modificação de cada banda. Como as possibilidades são inúmeras, o teste foi feito só com algumas "brincadeiras" sem maiores compromissos com a procura de timbres específicos.


Tá lá no Youtube:


http://youtu.be/NpVLD2qmX1U



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

NOVA CAIXINHA NA SMALLBEAR. INTERESSANTE...

Dei uma pesquisada no site da SmallBear (https://www.smallbearelec.com/home.html) para comparar uns preços de componentes e dei de cara com um produto em lançamento. Uma caixinha de alumínio com uma forma diferente, um degrau ao estilo BOSS ou Behringer. Não resisti e encomendei. Chegou meio rápido (em 10 dias) e estou escolhendo um projeto bacana para poder utilizá-la.
Aí vão umas  fotos que tirei dela, porque no site não dá pra fazer uma idéia real. Uma coisa que ela tem bem legal é o compartimento para bateria, com tampinha plástica. Olha só:





Ah, custou 9,84 dólares.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O SANSAMP COM LED TRICOLORES COUBE NA CAIXINHA. UFA!

Meu SansAmp GT2 já estava pronto há algum tempo. Só que eu queria que ele acendesse leds coloridos de acordo com as opções selecionadas nas chaves, e para fazer isso, precisava ainda de mais espaço.

Ele estava montado numa caixa Hammond 1590BB, e não consegui fechar direito. Para não ter que correr atrás de uma caixa ainda maior, peguei uma outra caixa 1590BB, desprezei as tampas das duas e juntei os corpos, unindo com fita adesiva. Deu certo, aquele monte de fio coube bem direitinho e me serviu bem durante um tempo. Só que ele só tinha o led de acionamento do footswitch e eu queria um led para cada chave, com três cores independentes, uma para cada seleção.

Isso não é nenhuma novidade, muita gente já fez, e na pisotones tem até um passo a passo para fazer um com chaves seletoras rotativas. Mas eu queria as deslizantes originais, só que com os leds. E que coubesse tudo numa unica caixa 1590BB.

A saída que encontrei foi criar uma plaquinha onde pudesse espetar os controles deslizantes (que comprei próprios para o acionamento de LEDs.
Comprei uns LEDs maneiros, já com três cores (porque existem os bicolores, que simulam uma terceira cor acendendo as duas ao mesmo tempo). As cores são o vermelho, o azul e o verde. A plaquinha para espetar as chaves ficou assim:


Depois de conectados os resistores chaves e LEDs:




Para caber na caixa, a arrumação deu um pouco de trabalho, mas consegui. Ficou assim:









No final o resultado foi umm SANSAMP bem compacto, que coube muito bem no pedalboard. O efeito dos LEDS de três cores foi excelente. Deixei os vermelhos para assinalar as distorções mais hard, os azuis para as mais lights.


E o nome dele ficou - nem precisa dizer, eu sei - como MetalSim, de Metal Simulator. Para quem quiser se aventurar, segue abaixo a imagem do layout da plaquinha e o esquema de ligação.


Divirtam-se.


sábado, 8 de dezembro de 2012

HANDMADE X BOUTIQUE. O SELO TOMÁNU.

Outro dia, conversando com um amigo, percebi a diferença entre o pedal handmade e o pedal de boutique. Tá bom, tá bom... Não sou nenhum retardado, claro que não é nada tão complicado de saber. Mas o que eu disse foi que eu percebi.

O legal é que normalmente a gente começa a mexer com os pedais numa onda totalmente despreocupada e descomprometida com qualquer coisa. Se não der certo, foda-se... Aí a gente faz plaquinha, cata componentes que tenham sobrado, compra tudo bem baratinho, pra não encarecer o projeto, enfia tudo numa caixa ou lata qualquer... Afinal, DIY que se preza tem que dar aquele susto na turma: "Nossa, gastou só isso??? Muito barato. Viu só como é que neguim mete a mão?" Lógico, gastar um monte de grana num projeto que pode nem dar certo não tem a menor graça.

Hoje me dei conta disso, pois eu usei a mim mesmo como exemplo. Há tempos em fiz um pedal pro meu filho (era um projeto baseado no MXR Distorion Plus). Foi um dos primeiros pedais que fiz, se não foi o primeiro mesmo, não lembro direito. Trabalhei com todo cuidado, montei tudo numa caixa de luz tipo condulete e achei o máximo. Dei pra ele e fiquei com um RAT pra mim. Hoje ele me trouxe o pedal que estava todo desmilinguido. A solução magaiver da caixinha de luz tinha lá suas fragilidades, e acabou não resistindo e se desmantelou.

Foi assim que ele chegou às minhas mãos, para ser "consertado".




Comecei a desmontar e verifiquei - nem lembrava mais - que na época eu tinha usado uns potenciômetros xinglings, e era exatamente o que estava nesse pedal. Já que era pra consertar, vamos fazer direito. Por sorte eu tinha uns potenciômetros Alpha de sobra, que foi a conta para substituir esses fakes. Resolvi também tirar da caixinha de luz e colocar numa Hammond de verdade. Tive que desfazer a fiação e refazer, pois as dimensões da caixa obrigaram e eu não queria aquela "fiarada" infernal. Afinal esse é o padrão dos meus pedais agora.

Pô, já que ia botar na caixinha bonitinha, tinha que fazer um adesivo pra decorar a dita cuja. Daí fiz rapidinho um desenho que representava o nome que eu batizei esse pedal: "Mais!" Assim mesmo, com exclamação do fim. Já que estava tudo ficando dentro do padrão atual dos pedais que faço, decidi fazer um teste de som, para ver se não estava alguma coisa estranha. Comparei com alguns demos da internet e percebi que ele ficaria perfeito se trocasse um dos pots por outro valor. Troquei. Testei. Gostei. Montado na nova caixinha o pedal ficou assim:




Claro que tive que colocar a "marca" CLÁSSICOS que adotei para os meus pedais. E também o selo "Tománu". A historinha deste selo é a seguinte: quando um pedal fica legal, mas legal mesmo, p*ca das galáxias, ele recebe essa palavra gravada no adesivo em algum cantinho. E como é que eu sei se o pedal ficou f*da mesmo? Todo pedal que eu faço, passa por um controle de qualidade externo, ou seja, eu levo num luthier (o Rodrigo Cotia) para ser testado e surrado, por ele, pelo outro luthier que trabalha com ele e pelos guitas que sempre estão na oficina. Dependendo da reação dele e da galera, o pedal recebe ou não este selo. Hoje em dia é difícil um pedal não chegar à qualidade suficiente para arrancar os urros do pessoal, mesmo porque se eu mesmo não me encantar pelo som, nem levo pra testar. Procuro de todas as formas achar onde melhorar o resultado; já tendo acontecido de descartar um projeto e procurar outro layout que me desse o resultado que eu esperava.

Ah, e "Tománu" é uma palavra de um antigo dialeto dos povos nórdicos, que era utilizada para significar que uma coisa qualquer tinha ficado muito legal, do carái mesmo. Bem, pelo menos esta é uma versão...

Enfim, o que eu faço hoje - segundo o que o meu amigo me disse, e eu espero que sinceramente - deixou de ser apenas um DIY. Eu sempre acabo me importando com a qualidade dos componentes, com o layout final, com acabamento e com controle de qualidade. Isso é coisa de boutique.

Eu acho que todo mundo, com o tempo, vai se modificando e caprichando cada vez mais nos seus brinquedos e isso é muito legal. Quem sabe um dia não se monta uma exposição, ou coisa parecida, como já existe com carros e outras coisas, pra galera levar suas máquinas, trocar experiências e curtir uma sonzeira?


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

EQUALIZADOR DE 6 BANDAS: DEU CERTO!

Aí está, o novo membro da família: Nemesis, o pedal de equalização com 6 bandas, segundo projeto da General Guitar Gadget.

Equalizador de 6 Bandas, projeto GGG

Antes que me perguntem, o nome de "Nemesis" é por causa da deusa grega, relacionada com o equilíbrio e a justiça. Como um equalizador - e o nome já diz - busca o equilíbrio, dããã, escolhi o nome da deusa pra ele. A imagem eu achei na net, mas não tinha referência, portanto, não sei o nome do artista.
Confesso que fiz esse pedal sem saber direito pra que ele servia. Foi mais pela indicação de um amigo, meu instrutor de guitarra, que disse: "- Cara, vc tem que fazer um equalizador de 4 bandas, que é f*da, é bom pra isso e aquilo e blá, blá, blá."

Fiquei com a conversa na cabeça e um dia resolvi procurar algum layout de equalizador de 4 bandas. Não achei. Achei de 10, de 31, de n bandas mas entendi que era um pouco demais. Ah, e também não podia ter booster ou distorção junto no projeto. Enfim acabei encontrando um projeto na GGG, este de 6 bandas, que podia ser montado com 5 e com um booster discreto. Pensei: "Ah, deve estar bom. Como não sei como o negócio é, vou encarar. Pra quem tá perdido qualquer caminho serve."

Comprei os componentes e de cara percebi que ia gastar mais do que o normal, já que com seis potenciômetros e 6 knobs meu custo de partida já era de R$ 54,00, afinal eu uso componentes de primeira linha. Somando isso ao custo alto pra cacete da caixa Hammond e do footswitch 3PDT, minha conta já tinha chegado em R$ 92,50. Uau!!! Acrescente agora os demais componentes, jacks, placa, fiação, led e adesivos, só de material o pedal já tava na casa de R$150,00. Aí soma o frete das peças (que eu compro pela internet), vai pra R$ 160,00. Ou seja, se um maluco me pedir pra fazer um pedal desses, não dá pra cobrar menos de R$ 280,00. Foram dois dias de trabalho. Menos que isso não dá nem pra conversar.

Mas, enfim...
Trama de ligação dos potenciômetros
Montei o pedal, e de modo geral, não é mais nem menos complexo do que outros que já fiz, como o DOD FX70. Só é muito trabalhosa a montagem dos potenciômetros, porque eles são ligados em série, e precisam ficar equidistantes pra poder ocupar uma posição boa na caixa. Fiz tudo isso antes de concetar com a placa, utilizei fios rígidos, que me pareceram melhores para manter os potenciômetros alinhados. Mas foram algumas horas nessa brincadeira.

Verso da placa. Ficou bunitinho...
No primeiro teste que eu fiz encontrei um problema, que foi de aterramento. Cada vez que tocava no pedal, em qualquer lugar, o amplificador roncava alto. Entendi que poderia ser falta de aterramento em algum lugar, acabei optando em trocar os jacks de IN e OUT que eram de plástico por outros de metal. Na mosca! Era  o que faltava. Agora está perfeito, sem nenhum ruidozinho.

Preparando o adesivo para dar identidade ao pedal

No forum de discussão do site da Handmades, se disse que esse pedal tinha uma característica de usar fonte bipolar, e que portanto só funciona bem com bateria de 9V ou com uma fonte de alimentação exclusiva pra ele, ou seja, não pode compartilhar fonte com nenhum outro pedal. Não sei, ainda não testei este ponto, mas o pedal respondeu tão bem nos primeiros testes que começo a duvidar se isso é real. De qualquer forma, ainda vou testar mais, incluindo isso.


Levei o pedal pro meu amigo testar e ele adorou, disse que era aquilo mesmo e que agora é só timbrar pra ficar igual o equalizador DETOX do Paul Gilbert. Vamos ver, precisamos de mais testes.

Por enquanto não vou postar nenhum sample dele, só depois dos testes e de aprender tudo que eu preciso.

Ficam as imagens, pra começar.

Nemesis, a deusa da equalização...
Um abraço.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

DE NOVO O CORROSION DISTORTION

Esta postagem é só para publicar uma foto da placa do DOD FX70 com os componentes já soldados.