sábado, 22 de fevereiro de 2014

FINALMENTE, O PEDALBOARD "OFICIAL"!

Depois de construir uns quarenta pedais, de vários tipos, decidi mandar confeccionar uma bag, pequena, onde coubessem, no máximo, 6 pedais. Isso porque a outra bag que eu tenho é enorme, e estão lá uns 20 pedais e uma fonte dupla. Grande, pesada e difícil de transportar. Para poder realmente usar meus pedais, eu tinha que contar um pedalboard que fosse prático e leve para carregar, e tivesse apenas o essencial (evitei dizer "os melhores", porque eu acho todos os pedais que tenho ótimos...). Mas seis era o limite, e eu precisava decidir.

O resultado foi o seguinte:


Comentando, do IN para o OUT:

São três overdrives: BluesBreaker (layout GGG), Tube Screamer (mod para o 808/9, layout Gugarn, Handmades) e Okko Diablo (layout ViagemMental, Handmades). Cada um deles tem um timbre característico: o primeiro, claro, para os blues, o segundo para rocks mais encorpados e para empurrar todos os outros e o terceiro para atuar sempre empurrando, principalmente o BB Preamp.

Apenas uma distorção, o BB Preamp, que é extremamente versátil, com qualquer tipo de amplificador. É incrível como este pedal consegue se manter de alto nível seja num cubinho, seja um clássico valvulado. E combinado com o Okko Diablo (em primeiro lugar) e o TS (como segunda opção) é arrebatador! Ótimo para hard rock ou metal.

Um phaser, um PT909 Ibanez (layout próprio em parceria com o Félix, do Handmades), maravilhoso, com possibilidade de exibir timbres estonteantes.

Finalizei com dois delays (isso mesmo, DOIS!), um mini Rebote Delay 2.5 (layout Solderman, que coube numa caixa 1590B - muito prático) e um Zero Point Double Delay (layout da MadBean Pedals, com placa importada diretamente deles). Por que dois, se o Zero já é um projeto "double"? É porque os dois têm personalidades bem diferentes; enquanto o Rebote é o tipo de delay que faz - e bem - o que se espera dele, ou seja, aquelas repetições suaves e bem calibráveis; o Zero fornece um timbre brilhante, ousado, com um quê de reverb de fundo... Nem falo na função GHOST dele, até porque não vejo muuuuuita diferença. E olhe que já montei três Zero Points, e em nenhum deles notei muita diferença nesse Ghost... Experimentei juntar os dois e... UAU! Que delay!!! O resultado foi muito bom, tanto que deixei o pedalboard com dois pedais de delays mesmo, o que me obrigou a abrir mão de uma segunda distorção ou mesmo um boost. Mas, como o Okko Diablo já tem um botão de boost...anyway...

Quanto às fontes, eu mesmo construí as duas. Uma delas, usando o transformador retirado de uma fonte Hayama e acoplando em uma plaquinha projetada pelo GrAmorim, do Handmades, que resulta numa fonte limpa e regulada. Ficou ótima e coube na caixinha patola da própria Hayama. A outra fonte foi feita assim: ganhei de um amigo uma fonte alimentadora de um Modem, com saida de 22V. Daí eu fiz uma mini plaquinha regulando para 9V, que resultou numa fonte perfeita, com uma saída cravada em 9V, sem ruido nenhum. Na foto se vê a fonte do Modem espetada na extensão, com o plug P4 de saída entrando numa segunda caixinha, onde está a plaquinha reguladora (e que também inverte a polaridade, já que a fonte do modem é centro-positiva).

Bom, esse é o set que vai comigo para o estúdio. Depois posto como foi a primeira experiência com ele pra valer!



domingo, 19 de janeiro de 2014

MUNDO PEQUENO! MICROAMP E REBOTE DELAY MENORES.

É muito interessante trabalhar com placas que caibam nas caixas menores.

Fiz duas tentativas recentes. Uma deu certo. A outra deu mais ou menos certo. A que deu certo foi o booster MicroAmp (MXR), que ficou muito bem na Hammond 1590A. O layout é do GrAmorim, do Handmades, mas não tinha sido criado para este tamanho. Dei meu jeito e consegui reduzir mais um pouco, de modo que, com um pouco de paciência ficou bom. Olha a foto dele ai:




Por que o potenciometro ficou à esquerda? Porque eu reutilizei uma caixa de outro projeto, ora. Só isso.
Os perrengues: o projeto pede resistores enormes (22M e 10M) e eu tentei associar uns que eu tinha, mas ficou muito feio. Juntar três resistores em série fica uma baita cagada. Também não tinha o CI TL061, original do projeto, e usei o TL071, que em tese serve. Servir, ate que serve, mas quando troquei pro correto, foi ouuuuuutra coisa! Também houve um milagre quando troquei o potenciômetro provisório que eu usei (500K B) no lugar do original (500K C). Ouuuuuutra coisa, de novo. Por fim, troquei a chave 3PDT que eu usei (comprada na Tigger) porque estava zuada! Foi a segunda chave, em poucos dias, compradas juntas, que apresentou defeito. ATENÇÃO! NÃQ COMPRE 3PDT NA TIGGER!

Sem mais perrengues. Pedal ótimo, lindo som de booster.

O segundo foi mais ou menos porque eu consegui o layout já na medida para uma caixa pequena, todo onboard, mas não coube por causa da altura dos componentes (mesmo eu tenho usado os menores possiveis). O problema é que seriam necessários daqueles jacks P10 que são bem fininhos, usados por alguns pedais industrializados (como os Danelectro, por exemplo). Não teve jeito de conseguir fechar a caixa... Tudo bem. Optei por arrumar o delay numa caixa 1590B (tipo MXR), o que já é um avanço, tendo em vista que o Rebote Delay 2.5 original só cabe numa caixa 1590BB. Acabei ficando no lucro.

Sem maiores perrengues, a não ser um CI PT2399 queimado, que foi o primeiro que eu peguei na minha caixa. Ainda bem que desconfiei logo dele, quando o efeito não passou. Assim não perdi muito tempo procurando por erros em outros estágios do pedal.

Taí a foto dele:


Avaliação: um delay honesto, que faz o que promete. Acho que o grandão tem um tiquinho a mais de suavidade, mas pode ser impressão minha... Mas vale muito a pena fazer, tendo em vista o menor espaço que ocupa e por sair mais barato, porque a caixa 1590B faz diferença neste sentido.

Ah, o layout é do Solderman, da SolderSound.

É isso aí. Curti muito usar esses dois, com um BB PreAmp no meio. Delicia!

Foto dos dois juntos, para comparar os tamanhos:



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

DR.BOOGIE, HANDMADES. FUNCIONANDO QUE É UMA BELEZA!

Meu Dr. Boogie, que ainda não funcionou. Tenho que descobrir o que há de errado...

Agora já está OK. Com a ajuda do handmaker ElectricEffects, descobrimos que o problema estava em dois resistores de 100R, que o cegueta aqui entendeu como 100K... Feita a correção, tudo funcionou perfeitamente.





A parte mais complicada (depois, é claro, de descobrir onde estava o erro) é a regulagem dos trimpots. Eu fiz a regulagem como manda o figurino, controlado a voltagem dos transistores em 4,5V com auxílio do multímetro, mas o resultado não foi satisfatório. O pedal ficou muito "ganhoso", embolando os acordes, parecendo um fuzz endiabrado. A solução foi apelar para o bom e velho ouvidômetro, e ir ajustando devagarzinho, até o som sair de uma maneira que me pareceu boa. Só assim consegui botar uma rédea no focinho desse cavalão, que tem um ganho realmente muito "high". O  resultado me pareceu bem satisfatório, com boas possibilidades dentro do set. Falta ainda testar como ele se comporta junto com outros pedais, como as modulações (phaser, delay, chorus, trêmolo, etc) e overdrives atuando como boosters. Mas estou aqui apostando que ele se sairá muito bem...

A seguir, fotos dele depois de colocado na caixinha. Infelizmente deu mole no adesivo e ele não ficou beeeeeeeem centralizadinho. Não faz mal, é para mim mesmo. Se for fazer para alguém eu capricho mais.








terça-feira, 3 de dezembro de 2013

INSPIRADO NO BB PREAMP, COM VOCÊS, BABE, O NOVO FILHOTE.

A pedido de um amigo, montei um pedal inspirado no BB Preamp, que dizem ser muito bom. EU mesmo não o conhecia, mas depois que vi uns vídeos na internet achei que seria mesmo interessante o som dele.

Fucei até encontrar um layout que parecesse decente. Escolhi o da Madbean e cai dentro.

Tudo transcorreu sem sustos, exceto, claro, por um ou outro componente que tive que fabricar. Mas tudo ficou dentro das regras e dos conformes...

Fotinhos dele a seguir:





sábado, 30 de novembro de 2013

TEMPLATE DE FURAÇÃO PARA A 1590B, 6 POTENCIÔMETROS.

Para atender a quem me pediu, estou colocando uma imagem em JPG da furação para 6 botões na 1590B.


QUER PODREIRA? TEM AQUI. QUER SUSTAIN QUASE INFINITO? TEM AQUI. QUER UMA VARIAÇÃO DE TIMBRES DO SUAVE AO TRASH? AQUI TAMBEM. OVERDRIVE PRO AMZ. SURPREENDENTE!

São seis botões de controle, num projeto de overdrive High Gain do competente Jack Orman. Dá pra tirar aquele som sujo, podrão, ideal pros death metal; também pode ser um timbre encorpado, metálico, com muito sustain, bacana pro heavy metal; ainda um overdrive beirando a distorção, sem embolar as notas, ideal prum rock clássico, podendo chegar a um overdrive sedoso, fundamental para um rock-blues bem profundo.

Mas como o Jack conseguiu isso? Seguinte: ele juntou o estágio de ganho do MUFFER; com o estagio de ganho do RAT; com o buffer de saída do Tube Screamer 808 e o controle de Tone do amplificador Fender Pro Roc. Esse frankestein criou vida e demonstrou muita capacidade de estar nos pedalboards mais exigentes.

Belo pedal!

Adiante algumas fostos da preparação e do produto final. Ainda não foi dado como terminado porque estão faltando os knobs definitivos (mini). Provisoriamente coloquei alguns que eu tinha aqui para uma emergência como esta.





ATUALIZANDO >>>

Troquei os knobs. Ficou assim:





MAIS UMA DIABLESA. PERFEITA COMO SEMPRE.

Quando montei meu primeiro clone do Okko Diablo, um amigo meu experimentou e gostou. Melhor dizendo, se apaixonou e ficou me cercando para que fizesse um igual para ele. Como em outra situações parecidas, preferi que ele ficasse logo com o pedal e depois fazer outro pra mim.

Passou bastante tempo e a hora chegou. Decidi que ja era tempo de matar a saudade da diabinha e me preparei para montar outra La Diablesa.

Como e um pedal bem complexo, ate pensei que não conseguiria reproduzir exatamente o mesmo pedal que tinha feito antes. Pura insegurança... Ficou muito legal. Na verdade um pouco melhor, mas não por causa de diferença na montagem, mas porque consegui timbrar com mai calma, ajustando os cinco (CINCO) trimpots que ele tem internamente. O resultado foi magnífico.

E o que aconteceu? O mesmo amigo que tinha ficado com a primeira Diablesa, quando ouviu o novo timbre que eu tinha conseguido, me pediu para fazer o mesmo com o dele. Seja feita a vontade do freguês...

Imagens da nova Diablesa. As diferenças são que a caixa não está pintada de vermelho e eu usei um adesivo transparente, que sobre o alumínio polido parece uma pintura cintilante. Só isso.