domingo, 8 de setembro de 2013

NOVO PEDAL NA ÁREA: LES LIUS!

Hoje terminei a montagem de um pedal muito legal, o LovePedal Les Lius, com projeto e layout obtido na MadBeanPedals.

Será um pedal signature, para a banda  carioca SOLID, que se amarrou no timbre dele e negociou a colocação de sua assinatura no pedal. Ou seja, todos os pedais deste modelo, produzidos serão nominados como SOLID LL-1328.

Aí vão as fotos internas e externas no pedal. Com vocês, o SOLID!









O detalhe interessante deste pedal é que ele simula dois amplicadores Fender, bem antigos, e o guitarrista pode selecionar qual vai querer trabalhar, por meio da alavanca que existe entre os botões. Ela tem 3 posições: uma é o Tweed, outra é o Twin e outra posição é a junção dos dois. A montagem em si é de dificuldade moderada. O problema é encontrar os componentes corretos. Este pedal utiliza o diodo BAT 46 que é bem difícil de achar, mesmo no exterior. Quando eu consegui um fornecedor já fiz logo um pequeno estoque estratégico. Se esse fornecedor deixar de trabalhar com essa peça este pedal se tornará o que se poderia chamar de uma raridade. Nenhum diodo disponível nas lojas conseguiu substituir à altura o BAT46... Quanto ao timbre, é um overdrive MUIIIIIIIITO BOM! Recomendo.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

PHASER DA IBANEZ: PT-909. UM DESAFIO COM DIÁRIO DE MONTAGEM.

Para colaborar com o pessoal do Handmades.com.br, estou postando a PCI deste pedal. Dizem ser muito f***. Achei meio complexo e precisa muita atenção para se aventurar com ele.
Como não foi clonado até hoje, estou compartilhando com a galera este, digamos, diário de desenvolvimento do projeto.





PCI - copiada da placa original, usando o Corel. Não foi feita usando o esquemático, e sim pintando direto sobre a imagem das trilhas da placa.

Esquema:


Abaixo uma foto da internet em que aparecem os componentes na placa. Infelizmente não mostra como é feita a ligação com jacks e pots...




Fiquei bolado com esses dois componentes, CR1 e CR2, que marquei com elipses vermelhas.
:



Depois de pesquisar com a galera do handmades.com.br, fiquei sabendo que são capacitores e resistores ligados em paralelo (daí o código CR - dãããã...). Os valores de cada um não se sabe direito, mas há aposta no sentido de ser um capacitor de 1nF em paralelo com um resistor de 100K. Ainda não experimentei.

Porém estes componentes fazem parte do bloco do circuito responsável por ativar-desativar o efeito. O pedal não é true-bypass, então se pode optar por montar ele totalmente original ou adaptar para o uso de uma chave 3PDT e fazê-lo true-bypass. 

Estive analisando o circuito e acho que os esquemas de ligação de fios dos respectivos dois tipos de ligação seriam assim (não verificado ainda!!!):

ORIGINAL


TRUEBYPASS COM CHAVE 3PDT

Resolvi fazer um pequeno diário da montagem. Pra começar duas fotos da placa, já corroída e perfurada:

2a. etapa: Colocação dos resistores. Importante: Todos os resistores devem ser de 1/8W, porque o espaço é bem pequeno, e são colocados na vertical mesmo. As trilhas também são bem pequenas, por isso o processo de soldagem tem que ser bem cuidadoso, com a pontinha do ferro e uma solda de boa qualidade, senão é impossível.
Eis as fotos depois de colocados os resistores. Levei 4 horas de trabalho só nessa parte...



Todos os componentes já colocados. Mas ainda não está funcionando. Continuando em busca dos motivos... :(




Era um CI queimado. Agora o sinal está passando. Vamos colocá-lo na caixa. Vou usar uma carcaça vazia de um Oliver Compressor.



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Passado um tempinho, recebi meu pedal de volta. "De volta de onde?", algum curioso vai perguntar. Eu digo. Como não tinha meios para fazer uma regulagem decente no pedal, pedi ao Felix, do Handmades, para dar uma força. Ele fez isso e mais: conferiu toda a montagem e mudou algumas coisa. Incluiu um novo botão, para o controle de Mix e substituiu o acionamento flip-flop por outro via 3PDT. Aí regulou bonitinho e me devolveu. Ficou foda! Muito interessante o pedal, cheio de possibilidades... Também com quatro controles (Velocidade, Intensidade, Feedback e Mix) existem infinitas combinações; cada uma um timbre diferente. Gostei das modificações. Não se pode dizer que é o mesmo Ibanez PT-909 original, é um outro phaser, que, provavelmente, não existe similar.
Tentei fazer um vídeo mostrando algumas coisinhas, rapidamente, só que a qualidade do dito cujo é muito fraca. Culpa minha (que ainda não sei tocar direito o diacho da guitarra) e culpa dos equipamentos (som que eu não posso colocar muito alto no apartamento e câmera que não captura bem o áudio). Mas enfim, vou postar, pois pelo menos dá pra ter uma rala ideia desse ótimo pedal.  O link pro demo é http://youtu.be/Hb-Ar0Ih6ac.



terça-feira, 23 de julho de 2013

Experiências... Onboards ou Offboards?




Não é de hoje que venho observando as tentativas de handmakers de produzir seus pedais onboard, ou seja, sem a utilização de fios para conectar os componentes às placas. Sempre considerei  interessante, mas nunca me animei a entrar por esse caminho. No fundo achava que os fios tinham lá o seu charme, e davam um tom mais vintage às peças.

Há algumas semanas acompanhei uns projetos interessantes, feitos pelo Gustavo (GUGARN, lá no handmades.com.br), todos nesse onda onboard. Como ele gentilmente cedeu os layouts de dois pedais (um Tubescreamer e um Zero Point), resolvi testar. Já tinha meu TS9, mas pensei: “Se ficar legal, desmancho o antigo e incorporo o novo no pedalboard. Se der zebra, vale a experiência.”

Ah, pra quê?... Fui mordido pelo bichinho do “zero fiação”. Juntei alguns componentes que tinha sobrando, roubei outros de projetos já desmontados (sucata) e consegui tudo que precisava para a nova aventura. Consegui fazer o Tubescreamer! Ficou lindo. Som ótimo, limpeza total dentro da caixinha. Tudo de bom. Tem umas fotos aí:

Vista da placa, em fibra de vidro
Pedal pronto e ligado


Só não foi totalmente sem fios porque eu não tinha os jacks P10 com rosca interna (fundamentais para soldar na placa e poder entrar na caixa de alumínio sem travar nas laterais). O jeito foi usar jacks comuns, e soldá-los na placa por meio de fios; mas foi só isso.

O resultado me aninou e pensei o seguinte: “se fiz um, posso fazer qualquer outro”. De fato, se eu conseguisse um template para as peças externas à placa, era só juntar qualquer efeito ao espaço restante, por meio de trilhas desenhadas que fizessem as conexões.

Peguei o layout do Gustavo, e com a ajuda do CorelDraw isolei apenas as ligações desses componentes externos (que são a chave 3PDT, os jacks In e Out e o jack J4 da fonte) e deixei-os terminando em slots IN, OUT, GND e 9V. Assim, basta pegar o layout de qualquer efeito e puxar as trilhas correspondentes ao IN, OUT, GND e 9V da placa e ligados a slots que possam ser ligados por meio de jumpers aos slots correspondentes do template. 


Pronto, teremos uma placa totalmente onboard! Restava testar se a ideia funcionaria. Testei e funcionou!

O teste foi feito com um DOD YJM 308 Malmsteen. As fotos da placa estão aí.


Placa em fibra de vidro
Placa com componentes externos soldados





Depois de montado, testei a placa antes mesmo de colocar na caixa. Tudo funcionou de primeira! Fiquei animado. 


Placa ligada e sendo testada "à vera"


Os resultados nas fotos.



Vista lateral
Vista frontal



Agora vou partir para o teste do Zero Point Delay, que usa uma caixa 1590BB. Depois posto o resultado.


Também estou desenvolvendo um projeto que usará os jacks P10 apontados para a lateral superior da caixa (que para mim é a melhor maneira de arrumar na pedaleira). O template já está feito, mas falta testar. Provavelmente vou usar um BluesBreaker Marshall pro teste, prevendo o uso de potenciômetros mini (9 mm), do tipo que são usados nos pedais da Boss. Esse me dá calafrios. Se der certo, UAU! Será tudo o que eu espero.

Teve “falha nossa” nesse projeto? Claro, né? Eu sempre dou uma vacilada aqui ou ali...

O caso foi o seguinte: montei o DOD YJM308 onboard e tudo funcionou no primeiro teste, lembram? Pois é.  Parti pra colocar tudo na caixinha. Medi os furos frontais (potenciômetros, footswitch e led) e coloquei a placa no lugar. Hummmmm... A placa entrou justa demais na caixa. Tudo bem. É só lixar um pouquinho a lateral da placa, com cuidado para não encostar nas trilhas externas. Lixa daqui, lixa dali e pronto. A placa encaixou. Furação ok, todo mundo nos seus respectivos furos. Beleza!  Então agora tem que medir e furar as laterais, para os jacks IN e OUT e a fonte. Aí o bicho pegou. Eu não conseguia enxergar as posições exatas destas peças para poder fazer a marcação. Que saco!!! No fim, depois de tomar todos os cuidados, consegui fazer as marcações a lápis na caixa. Furei. Encaixei a placa e... puta que pariu! Ficou fora! Forcei um pouco pra ver se conseguia encaixar as roscas de fixação dos P10. Nada, tinha uma diferença de quase meio centímetro. Não adiantava. Tirei a placa, peguei a furadeira e fui arrombando os furos da caixa para tentar ajusta-los à posição dos jacks. No final, consegui, mas foi tanto tira-e-bota a placa, força aqui e ali, que acabei promovendo a segunda vacilada: mau contato no jack da fonte.  Claro que só fui perceber isso muito tempo depois de verificar que quando a placa estava na caixa nada funcionava. Tirava da caixa e voltava a funcionar. Olhei tudo, revisei tudo e não achava nada. Até que num determinado momento, resolvi repassar as soldas de todos os pontos do template. Ao ressoldar o jack de força, o problema deixou de ocorrer.  Concluí que por ter forçado algumas vezes apoiado no jack, a solda deve ter cedido em algum ponto.  No final tudo ficou bem.

Quem quiser se aventurar, dou sinal verde. Vale a pena, pois simplifica muitíssimo o trabalho e a margem de acerto é bem maior. Só tomem cuidado com a furação da caixa. 

Quem precisar de mais informações, é só pedir. Abç.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

DIABINHA INFERNAL! UM PEDAL SURPREENDENTE E VERSÁTIL. EL OKKO DIABLO!

Confesso que não tenho mais onde colocar pedais. Já montei todos os que eu queria e que foram ícones em suas épocas. Foi o RAT, o OCD, o Shuer Riot, Shred Master, Tube Screamer, Distortion Plus, GT2, Corrosion Distortion, Bluesbraker, Trêmolo, Envelope Filter, Phase 45, Phase 90, Rebote Delay, Small Clone, Big Muff Pi, Equalizador 6 bandas, Compressor Ross, Loop Station, Pearl Octaver, mais uns dois que agora não me lembro. Meu pedal board foi feito pensando em, no máximo, 10 pedais, e já tem 14, sabe-se lá como. Ficaram alguns do lado de fora.

O problema é que não resisto quendo me vejo frente a um projeto diferente e cascudo. Aí acabo encarando a montagem, jurando que será a última... Foi o que aconteceu no último carnaval. Encontrei no fórum do Handmades um projeto do Okko Diablo e fiquei fascinado. Um overdrive potente, 18 volts, dois pedais de acionamento, seis potenciômetros externos e cinco internos (trimpots). Uma variedade enorme de possibilidades de timbragens, todo baseado em transistores. Não dava mesmo para resistir.

Para piorar, no meio dos projetos do Guero (Handmades também) encontrei um projeto de fuzz, com base em um CI Opamp single que me fez a cabeça - o Red Fuzz. Não gosto de fuzzes, por serem "abelhudos", "arenosos" e meio "podrões". Não é minha praia. Mas encasquetei que aquele tinha possibilidade de me surpreender e resolvi encarar também. Não deu outra; o pedal é simplesmente fantástico, um fuzz como nunca tinha experimentado. Resultado: agora estou com mais dois pedais no meu set. Ai, ai, ai...

Vou colocar umas fotos deles aí embaixo. Outro dia coloco também uns samples.

La Diablesa (Okko Diablo).





Este é o RED FUZZ. Por preguiça de procurar a câmera e depois ajeitar no Photo Paint, fotografei com a webcam mesmo.




sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

UM TREMOLO FEITO SEM CI. USA LEDs


Resolvi testar este projeto de um trêmolo que é feito sem circuito integrado. Usa apenas dois transistores e dois leds. O resultado me surpreendeu. O efeito é bem definido, marcante, lembrando os vibartos da década de 70. Muito bom.






A arte da caixinha foi uma tentativa de simular um carrinho, só que a tinta preta da impressora acabou bem na hora e ficou pálido. Não era bem a ideia, mas por enquanto vai ficar assim.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

DEMO DO PEDAL NÊMESIS. EQUALIZADOR DE 6 BANDAS.

A pedidos estou postando um vídeo para demonstrar o funcionamento do pedal Equalizador Nêmesis.
Totalmente improvisado, gravado na oficina de luthieria do Rodrigo Cotia (Flamengo, RJ). Espero que o áudio permita perceber as nuances de modificação de cada banda. Como as possibilidades são inúmeras, o teste foi feito só com algumas "brincadeiras" sem maiores compromissos com a procura de timbres específicos.


Tá lá no Youtube:


http://youtu.be/NpVLD2qmX1U



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

NOVA CAIXINHA NA SMALLBEAR. INTERESSANTE...

Dei uma pesquisada no site da SmallBear (https://www.smallbearelec.com/home.html) para comparar uns preços de componentes e dei de cara com um produto em lançamento. Uma caixinha de alumínio com uma forma diferente, um degrau ao estilo BOSS ou Behringer. Não resisti e encomendei. Chegou meio rápido (em 10 dias) e estou escolhendo um projeto bacana para poder utilizá-la.
Aí vão umas  fotos que tirei dela, porque no site não dá pra fazer uma idéia real. Uma coisa que ela tem bem legal é o compartimento para bateria, com tampinha plástica. Olha só:





Ah, custou 9,84 dólares.