Dei uma pesquisada no site da SmallBear (https://www.smallbearelec.com/home.html) para comparar uns preços de componentes e dei de cara com um produto em lançamento. Uma caixinha de alumínio com uma forma diferente, um degrau ao estilo BOSS ou Behringer. Não resisti e encomendei. Chegou meio rápido (em 10 dias) e estou escolhendo um projeto bacana para poder utilizá-la.
Aí vão umas fotos que tirei dela, porque no site não dá pra fazer uma idéia real. Uma coisa que ela tem bem legal é o compartimento para bateria, com tampinha plástica. Olha só:
Ah, custou 9,84 dólares.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
O SANSAMP COM LED TRICOLORES COUBE NA CAIXINHA. UFA!
Meu SansAmp GT2 já estava pronto há algum tempo. Só que eu queria que ele acendesse leds coloridos de acordo com as opções selecionadas nas chaves, e para fazer isso, precisava ainda de mais espaço.
Ele estava montado numa caixa Hammond 1590BB, e não consegui fechar direito. Para não ter que correr atrás de uma caixa ainda maior, peguei uma outra caixa 1590BB, desprezei as tampas das duas e juntei os corpos, unindo com fita adesiva. Deu certo, aquele monte de fio coube bem direitinho e me serviu bem durante um tempo. Só que ele só tinha o led de acionamento do footswitch e eu queria um led para cada chave, com três cores independentes, uma para cada seleção.
Isso não é nenhuma novidade, muita gente já fez, e na pisotones tem até um passo a passo para fazer um com chaves seletoras rotativas. Mas eu queria as deslizantes originais, só que com os leds. E que coubesse tudo numa unica caixa 1590BB.
A saída que encontrei foi criar uma plaquinha onde pudesse espetar os controles deslizantes (que comprei próprios para o acionamento de LEDs.
Comprei uns LEDs maneiros, já com três cores (porque existem os bicolores, que simulam uma terceira cor acendendo as duas ao mesmo tempo). As cores são o vermelho, o azul e o verde. A plaquinha para espetar as chaves ficou assim:
Depois de conectados os resistores chaves e LEDs:
Para caber na caixa, a arrumação deu um pouco de trabalho, mas consegui. Ficou assim:
No final o resultado foi umm SANSAMP bem compacto, que coube muito bem no pedalboard. O efeito dos LEDS de três cores foi excelente. Deixei os vermelhos para assinalar as distorções mais hard, os azuis para as mais lights.
E o nome dele ficou - nem precisa dizer, eu sei - como MetalSim, de Metal Simulator. Para quem quiser se aventurar, segue abaixo a imagem do layout da plaquinha e o esquema de ligação.
Divirtam-se.
Ele estava montado numa caixa Hammond 1590BB, e não consegui fechar direito. Para não ter que correr atrás de uma caixa ainda maior, peguei uma outra caixa 1590BB, desprezei as tampas das duas e juntei os corpos, unindo com fita adesiva. Deu certo, aquele monte de fio coube bem direitinho e me serviu bem durante um tempo. Só que ele só tinha o led de acionamento do footswitch e eu queria um led para cada chave, com três cores independentes, uma para cada seleção.
Isso não é nenhuma novidade, muita gente já fez, e na pisotones tem até um passo a passo para fazer um com chaves seletoras rotativas. Mas eu queria as deslizantes originais, só que com os leds. E que coubesse tudo numa unica caixa 1590BB.
A saída que encontrei foi criar uma plaquinha onde pudesse espetar os controles deslizantes (que comprei próprios para o acionamento de LEDs.
Comprei uns LEDs maneiros, já com três cores (porque existem os bicolores, que simulam uma terceira cor acendendo as duas ao mesmo tempo). As cores são o vermelho, o azul e o verde. A plaquinha para espetar as chaves ficou assim:
Depois de conectados os resistores chaves e LEDs:
Para caber na caixa, a arrumação deu um pouco de trabalho, mas consegui. Ficou assim:
No final o resultado foi umm SANSAMP bem compacto, que coube muito bem no pedalboard. O efeito dos LEDS de três cores foi excelente. Deixei os vermelhos para assinalar as distorções mais hard, os azuis para as mais lights.
E o nome dele ficou - nem precisa dizer, eu sei - como MetalSim, de Metal Simulator. Para quem quiser se aventurar, segue abaixo a imagem do layout da plaquinha e o esquema de ligação.
Divirtam-se.
sábado, 8 de dezembro de 2012
HANDMADE X BOUTIQUE. O SELO TOMÁNU.
Outro dia, conversando com um amigo, percebi a diferença entre o pedal handmade e o pedal de boutique. Tá bom, tá bom... Não sou nenhum retardado, claro que não é nada tão complicado de saber. Mas o que eu disse foi que eu percebi.
O legal é que normalmente a gente começa a mexer com os pedais numa onda totalmente despreocupada e descomprometida com qualquer coisa. Se não der certo, foda-se... Aí a gente faz plaquinha, cata componentes que tenham sobrado, compra tudo bem baratinho, pra não encarecer o projeto, enfia tudo numa caixa ou lata qualquer... Afinal, DIY que se preza tem que dar aquele susto na turma: "Nossa, gastou só isso??? Muito barato. Viu só como é que neguim mete a mão?" Lógico, gastar um monte de grana num projeto que pode nem dar certo não tem a menor graça.
Hoje me dei conta disso, pois eu usei a mim mesmo como exemplo. Há tempos em fiz um pedal pro meu filho (era um projeto baseado no MXR Distorion Plus). Foi um dos primeiros pedais que fiz, se não foi o primeiro mesmo, não lembro direito. Trabalhei com todo cuidado, montei tudo numa caixa de luz tipo condulete e achei o máximo. Dei pra ele e fiquei com um RAT pra mim. Hoje ele me trouxe o pedal que estava todo desmilinguido. A solução magaiver da caixinha de luz tinha lá suas fragilidades, e acabou não resistindo e se desmantelou.
Foi assim que ele chegou às minhas mãos, para ser "consertado".

Comecei a desmontar e verifiquei - nem lembrava mais - que na época eu tinha usado uns potenciômetros xinglings, e era exatamente o que estava nesse pedal. Já que era pra consertar, vamos fazer direito. Por sorte eu tinha uns potenciômetros Alpha de sobra, que foi a conta para substituir esses fakes. Resolvi também tirar da caixinha de luz e colocar numa Hammond de verdade. Tive que desfazer a fiação e refazer, pois as dimensões da caixa obrigaram e eu não queria aquela "fiarada" infernal. Afinal esse é o padrão dos meus pedais agora.
Pô, já que ia botar na caixinha bonitinha, tinha que fazer um adesivo pra decorar a dita cuja. Daí fiz rapidinho um desenho que representava o nome que eu batizei esse pedal: "Mais!" Assim mesmo, com exclamação do fim. Já que estava tudo ficando dentro do padrão atual dos pedais que faço, decidi fazer um teste de som, para ver se não estava alguma coisa estranha. Comparei com alguns demos da internet e percebi que ele ficaria perfeito se trocasse um dos pots por outro valor. Troquei. Testei. Gostei. Montado na nova caixinha o pedal ficou assim:
Claro que tive que colocar a "marca" CLÁSSICOS que adotei para os meus pedais. E também o selo "Tománu". A historinha deste selo é a seguinte: quando um pedal fica legal, mas legal mesmo, p*ca das galáxias, ele recebe essa palavra gravada no adesivo em algum cantinho. E como é que eu sei se o pedal ficou f*da mesmo? Todo pedal que eu faço, passa por um controle de qualidade externo, ou seja, eu levo num luthier (o Rodrigo Cotia) para ser testado e surrado, por ele, pelo outro luthier que trabalha com ele e pelos guitas que sempre estão na oficina. Dependendo da reação dele e da galera, o pedal recebe ou não este selo. Hoje em dia é difícil um pedal não chegar à qualidade suficiente para arrancar os urros do pessoal, mesmo porque se eu mesmo não me encantar pelo som, nem levo pra testar. Procuro de todas as formas achar onde melhorar o resultado; já tendo acontecido de descartar um projeto e procurar outro layout que me desse o resultado que eu esperava.
Ah, e "Tománu" é uma palavra de um antigo dialeto dos povos nórdicos, que era utilizada para significar que uma coisa qualquer tinha ficado muito legal, do carái mesmo. Bem, pelo menos esta é uma versão...
Enfim, o que eu faço hoje - segundo o que o meu amigo me disse, e eu espero que sinceramente - deixou de ser apenas um DIY. Eu sempre acabo me importando com a qualidade dos componentes, com o layout final, com acabamento e com controle de qualidade. Isso é coisa de boutique.
Eu acho que todo mundo, com o tempo, vai se modificando e caprichando cada vez mais nos seus brinquedos e isso é muito legal. Quem sabe um dia não se monta uma exposição, ou coisa parecida, como já existe com carros e outras coisas, pra galera levar suas máquinas, trocar experiências e curtir uma sonzeira?
O legal é que normalmente a gente começa a mexer com os pedais numa onda totalmente despreocupada e descomprometida com qualquer coisa. Se não der certo, foda-se... Aí a gente faz plaquinha, cata componentes que tenham sobrado, compra tudo bem baratinho, pra não encarecer o projeto, enfia tudo numa caixa ou lata qualquer... Afinal, DIY que se preza tem que dar aquele susto na turma: "Nossa, gastou só isso??? Muito barato. Viu só como é que neguim mete a mão?" Lógico, gastar um monte de grana num projeto que pode nem dar certo não tem a menor graça.
Hoje me dei conta disso, pois eu usei a mim mesmo como exemplo. Há tempos em fiz um pedal pro meu filho (era um projeto baseado no MXR Distorion Plus). Foi um dos primeiros pedais que fiz, se não foi o primeiro mesmo, não lembro direito. Trabalhei com todo cuidado, montei tudo numa caixa de luz tipo condulete e achei o máximo. Dei pra ele e fiquei com um RAT pra mim. Hoje ele me trouxe o pedal que estava todo desmilinguido. A solução magaiver da caixinha de luz tinha lá suas fragilidades, e acabou não resistindo e se desmantelou.
Foi assim que ele chegou às minhas mãos, para ser "consertado".
Comecei a desmontar e verifiquei - nem lembrava mais - que na época eu tinha usado uns potenciômetros xinglings, e era exatamente o que estava nesse pedal. Já que era pra consertar, vamos fazer direito. Por sorte eu tinha uns potenciômetros Alpha de sobra, que foi a conta para substituir esses fakes. Resolvi também tirar da caixinha de luz e colocar numa Hammond de verdade. Tive que desfazer a fiação e refazer, pois as dimensões da caixa obrigaram e eu não queria aquela "fiarada" infernal. Afinal esse é o padrão dos meus pedais agora.
Pô, já que ia botar na caixinha bonitinha, tinha que fazer um adesivo pra decorar a dita cuja. Daí fiz rapidinho um desenho que representava o nome que eu batizei esse pedal: "Mais!" Assim mesmo, com exclamação do fim. Já que estava tudo ficando dentro do padrão atual dos pedais que faço, decidi fazer um teste de som, para ver se não estava alguma coisa estranha. Comparei com alguns demos da internet e percebi que ele ficaria perfeito se trocasse um dos pots por outro valor. Troquei. Testei. Gostei. Montado na nova caixinha o pedal ficou assim:
Claro que tive que colocar a "marca" CLÁSSICOS que adotei para os meus pedais. E também o selo "Tománu". A historinha deste selo é a seguinte: quando um pedal fica legal, mas legal mesmo, p*ca das galáxias, ele recebe essa palavra gravada no adesivo em algum cantinho. E como é que eu sei se o pedal ficou f*da mesmo? Todo pedal que eu faço, passa por um controle de qualidade externo, ou seja, eu levo num luthier (o Rodrigo Cotia) para ser testado e surrado, por ele, pelo outro luthier que trabalha com ele e pelos guitas que sempre estão na oficina. Dependendo da reação dele e da galera, o pedal recebe ou não este selo. Hoje em dia é difícil um pedal não chegar à qualidade suficiente para arrancar os urros do pessoal, mesmo porque se eu mesmo não me encantar pelo som, nem levo pra testar. Procuro de todas as formas achar onde melhorar o resultado; já tendo acontecido de descartar um projeto e procurar outro layout que me desse o resultado que eu esperava.
Ah, e "Tománu" é uma palavra de um antigo dialeto dos povos nórdicos, que era utilizada para significar que uma coisa qualquer tinha ficado muito legal, do carái mesmo. Bem, pelo menos esta é uma versão...
Enfim, o que eu faço hoje - segundo o que o meu amigo me disse, e eu espero que sinceramente - deixou de ser apenas um DIY. Eu sempre acabo me importando com a qualidade dos componentes, com o layout final, com acabamento e com controle de qualidade. Isso é coisa de boutique.
Eu acho que todo mundo, com o tempo, vai se modificando e caprichando cada vez mais nos seus brinquedos e isso é muito legal. Quem sabe um dia não se monta uma exposição, ou coisa parecida, como já existe com carros e outras coisas, pra galera levar suas máquinas, trocar experiências e curtir uma sonzeira?
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
EQUALIZADOR DE 6 BANDAS: DEU CERTO!
Aí está, o novo membro da família: Nemesis, o pedal de equalização com 6 bandas, segundo projeto da General Guitar Gadget.
Antes que me perguntem, o nome de "Nemesis" é por causa da deusa grega, relacionada com o equilíbrio e a justiça. Como um equalizador - e o nome já diz - busca o equilíbrio, dããã, escolhi o nome da deusa pra ele. A imagem eu achei na net, mas não tinha referência, portanto, não sei o nome do artista.
Confesso que fiz esse pedal sem saber direito pra que ele servia. Foi mais pela indicação de um amigo, meu instrutor de guitarra, que disse: "- Cara, vc tem que fazer um equalizador de 4 bandas, que é f*da, é bom pra isso e aquilo e blá, blá, blá."
Fiquei com a conversa na cabeça e um dia resolvi procurar algum layout de equalizador de 4 bandas. Não achei. Achei de 10, de 31, de n bandas mas entendi que era um pouco demais. Ah, e também não podia ter booster ou distorção junto no projeto. Enfim acabei encontrando um projeto na GGG, este de 6 bandas, que podia ser montado com 5 e com um booster discreto. Pensei: "Ah, deve estar bom. Como não sei como o negócio é, vou encarar. Pra quem tá perdido qualquer caminho serve."
Comprei os componentes e de cara percebi que ia gastar mais do que o normal, já que com seis potenciômetros e 6 knobs meu custo de partida já era de R$ 54,00, afinal eu uso componentes de primeira linha. Somando isso ao custo alto pra cacete da caixa Hammond e do footswitch 3PDT, minha conta já tinha chegado em R$ 92,50. Uau!!! Acrescente agora os demais componentes, jacks, placa, fiação, led e adesivos, só de material o pedal já tava na casa de R$150,00. Aí soma o frete das peças (que eu compro pela internet), vai pra R$ 160,00. Ou seja, se um maluco me pedir pra fazer um pedal desses, não dá pra cobrar menos de R$ 280,00. Foram dois dias de trabalho. Menos que isso não dá nem pra conversar.
Mas, enfim...
Montei o pedal, e de modo geral, não é mais nem menos complexo do que outros que já fiz, como o DOD FX70. Só é muito trabalhosa a montagem dos potenciômetros, porque eles são ligados em série, e precisam ficar equidistantes pra poder ocupar uma posição boa na caixa. Fiz tudo isso antes de concetar com a placa, utilizei fios rígidos, que me pareceram melhores para manter os potenciômetros alinhados. Mas foram algumas horas nessa brincadeira.
No primeiro teste que eu fiz encontrei um problema, que foi de aterramento. Cada vez que tocava no pedal, em qualquer lugar, o amplificador roncava alto. Entendi que poderia ser falta de aterramento em algum lugar, acabei optando em trocar os jacks de IN e OUT que eram de plástico por outros de metal. Na mosca! Era o que faltava. Agora está perfeito, sem nenhum ruidozinho.
No forum de discussão do site da Handmades, se disse que esse pedal tinha uma característica de usar fonte bipolar, e que portanto só funciona bem com bateria de 9V ou com uma fonte de alimentação exclusiva pra ele, ou seja, não pode compartilhar fonte com nenhum outro pedal. Não sei, ainda não testei este ponto, mas o pedal respondeu tão bem nos primeiros testes que começo a duvidar se isso é real. De qualquer forma, ainda vou testar mais, incluindo isso.
Levei o pedal pro meu amigo testar e ele adorou, disse que era aquilo mesmo e que agora é só timbrar pra ficar igual o equalizador DETOX do Paul Gilbert. Vamos ver, precisamos de mais testes.
Por enquanto não vou postar nenhum sample dele, só depois dos testes e de aprender tudo que eu preciso.
Ficam as imagens, pra começar.
Um abraço.
| Equalizador de 6 Bandas, projeto GGG |
Antes que me perguntem, o nome de "Nemesis" é por causa da deusa grega, relacionada com o equilíbrio e a justiça. Como um equalizador - e o nome já diz - busca o equilíbrio, dããã, escolhi o nome da deusa pra ele. A imagem eu achei na net, mas não tinha referência, portanto, não sei o nome do artista.
Confesso que fiz esse pedal sem saber direito pra que ele servia. Foi mais pela indicação de um amigo, meu instrutor de guitarra, que disse: "- Cara, vc tem que fazer um equalizador de 4 bandas, que é f*da, é bom pra isso e aquilo e blá, blá, blá."
Fiquei com a conversa na cabeça e um dia resolvi procurar algum layout de equalizador de 4 bandas. Não achei. Achei de 10, de 31, de n bandas mas entendi que era um pouco demais. Ah, e também não podia ter booster ou distorção junto no projeto. Enfim acabei encontrando um projeto na GGG, este de 6 bandas, que podia ser montado com 5 e com um booster discreto. Pensei: "Ah, deve estar bom. Como não sei como o negócio é, vou encarar. Pra quem tá perdido qualquer caminho serve."
Mas, enfim...
| Trama de ligação dos potenciômetros |
| Verso da placa. Ficou bunitinho... |
| Preparando o adesivo para dar identidade ao pedal |
No forum de discussão do site da Handmades, se disse que esse pedal tinha uma característica de usar fonte bipolar, e que portanto só funciona bem com bateria de 9V ou com uma fonte de alimentação exclusiva pra ele, ou seja, não pode compartilhar fonte com nenhum outro pedal. Não sei, ainda não testei este ponto, mas o pedal respondeu tão bem nos primeiros testes que começo a duvidar se isso é real. De qualquer forma, ainda vou testar mais, incluindo isso.
Levei o pedal pro meu amigo testar e ele adorou, disse que era aquilo mesmo e que agora é só timbrar pra ficar igual o equalizador DETOX do Paul Gilbert. Vamos ver, precisamos de mais testes.
Por enquanto não vou postar nenhum sample dele, só depois dos testes e de aprender tudo que eu preciso.
Ficam as imagens, pra começar.
| Nemesis, a deusa da equalização... |
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
COMO FERRAR COM A MONTAGEM DE UM PEDAL.
Nem tudo corre do jeito que a gente quer. E no começo isso
quer dizer: a maioria das vezes.
E quem sou eu pra ficar aqui, dizendo um monte de coisas
sobre montagem de pedais? Ninguém. Não sou engenheiro nem técnico de
eletrônica; não sou do ramo de áudio ou acústica; até o raio da guitarra eu
todo mal pra cacete (mas me divirto à vera). Comecei a brincar com pedais
justamente porque sempre foi um assunto que me atiçava a curiosidade, e, além
disso, representava um desafio enorme, já que uma das minhas frustações era a
de nunca ter conseguido sequer soldar um fio decentemente. Minhas soldas eram
bolotas gigantes, que se assoprasse descolavam e saíam rolando. Mas sou teimoso
e cabeça-dura; um belo dia disse pra mim mesmo que eu tinha que aprender a
fazer uma solda e pronto! Perguntei pra todo mundo que sabia soldar as dicas,
pesquisei na internet e num belo dia tomei coragem, peguei uma placa velha e fiquei tentando. Aí
consegui.
Desde então me animei e, por conta própria, comecei a pesquisar sobre
as funções dos principais componentes, ligações em série, cálculos, etc, etc.
Não sei muito, na verdade sei bem pouquinho, mas deu pro gasto. Hoje consigo
montar meus pedaizinhos e até entender os papos mais cabeçudos nos fóruns
especializados.
Essa lenga-lenga toda que eu escrevi só serve pra dizer o
seguinte: não sou da área de eletrônica, mas acho que posso, pela minha
experiência autônoma, passar umas dicas pra quem quiser economizar material,
tempo e stress. Para começar, acredite: se seu projeto de pedal não funcionou,
a culpa é 99,99% sua, seu bocó.
Na minha experiência só houve uma vez que o
projeto tinha um erro no desenho, mas nem chegou a me atrapalhar, porque eu vi
a tempo e corrigi antes de fazer a montagem dos componentes. No restante das
vezes as causas de um pedal não funcionar de primeira se resumiram a três, que
eu poderia (ou deveria) ter evitado:
1 – eu me confundi no posicionamento dos componentes;
2 – usei componentes de má qualidade;
3 – tive preguiça de caprichar na conferência das ligações
antes de finalizar a montagem.
Então vamos lá, ver cada um desses pecados.
Posicionamento dos componentes
Isso aconteceu duas vezes, a segunda bem recentemente. Até
por um excesso de confiança (“—Ah, já tô craque nisso.”), fui no embalo e
posicionei um capacitor eletrolítico invertido. Quer ver? Dá uma olhada nesta
foto e me diga o que você vê de estranho:
Viu? Não viu? Então observa aquele capacitor gigante que tem
lá no final da placa à direita. Repare que a listra branca está virada pra esquerda, e no esquema ele está ligando uma trilha ao terra, que geralmente corre ao redor da placa. Ora, então a listra branca, que marca o polo negativo do
capacitor, tem que estar virada pro outro lado, senão a ligação está em
curto. Evidentemente que deu merda. Além do som ter ficado “estranho”, embora
não muito, o capacitor começou a esquentar e a ficar com a cabeça estufada.
Talvez por ser de uma voltagem (63V) maior que o que a gente usa normalmente
nos pedais, ele aguentou mais tempo, mas na segunda vez que eu liguei o pedal
para testar, ele deu um estalo bem grande e eu tomei um susto. Abri e fui ver o
que poderia ser e lá estava o bichão, escorrendo óleo e com o topo rasgado. Só
aí que eu me dei conta do que tinha acontecido. E claro que logo imaginei que o
lay-out do projeto estava errado, que o projetista vacilou e tudo mais. Que
nada. A anta era eu mesmo, que não prestei atenção no que estava fazendo e dei
mole. Sorte que eu tinha outro capacitor igual para substituir e não houve
prejuízo em nenhum componente.
Então, PRESTE ATENÇÃO NO QUE ESTÁ FAZENDO! Eu dei sorte, mas
em outras situações você pode perder componentes caros, como CIs ou
transistores. Aliás, cuidado quando usar componentes “equivalentes”,
especialmente transistores, porque os pinos podem variar mesmo sendo
equivalentes. Confira o datasheet antes de espetar o cara na placa; em caso de
dúvida, use um soquete que vai facilitar você para testar e mudar o
posicionamento, sem ter que ficar dessoldando as peças.
E por falar em dessoldar, uma dica muito valiosa é começar a
posicionar os componentes na seguinte ordem: 1) jumpers; 2) soquetes de CIs; 3)
resistores; 4) diodos; 5) soquetes de transistores; 6) capacitores de
poliéster; 7) capacitores cerâmicos; 8) capacitores eletrolíticos; 9) trimpots
e 10) fiação. Só espete os CIs e transistores na hora de fazer os testes.
Por que começar pelos jumpers? Eu iniciava com os soquetes
de CIs, porque eles nos ajudam a localizar melhor a posição dos outros
componentes, quando utilizamos uma placa feita em casa, sem os desenhos dos
componentes gravados no fenolite. Mas por duas vezes tive que jogar fora as
placas porque depois de soldar os soquetes dos CIs eu reparei que por debaixo
de um deles havia um jumper. Resultado: tive que sacar o soquete, e mesmo
usando sugador de solda com toda paciência do mundo, as trilhas ficaram
cagadas. E isso não foi o pior. Quando fui recolocar o soquete no lugar, o
contato ao redor do furo onde passava um dos pinos do soquete acabou subindo
junto com o pino, descolando do fenolite (acredite: isso aconteceu nas duas
vezes em que esse acidente se deu). Ficou tudo uma merda, uma lambança só,
porque eu tentei remediar a situação fazendo uma trilha com a solda e, no
final, o pedal não funcionou direito. Perdi dois dias de montagem e tive que
começar tudo de novo, desde a gravação da placa. Agora sempre começo pelo
jumper; nesta eu não caio mais!
Só utilize componentes de boa ou ótima qualidade
Fora com as peças vagabundas! Não vou nem dizer pra não usar
xingling, porque hoje em dia tudo vem de lá, até os de boa qualidade...
A melhor maneira de se precaver ainda é a seguinte: veja
todas as opções que existem de um componente. Tá muito baratinho? FUJA!!!!!!
Não tem jeito, peça boa custa mais caro mesmo, mas no final compensa cada
centavo. Vou dar um exemplo com a peça em que isso fica mais evidente: o potenciômetro.
Quando eu não sabia disso, cheguei a refazer um pedal três vezes, porque não
funcionava de jeito nenhum. Como não tinha muita confiança em mim mesmo, achava
que tinha feito alguma besteira que não conseguia visualizar. Quando percebi
que o problema se resolvia quando eu comprava novos potenciômetros (ainda que
baratos) eu desconfiei que este era um problema crônico deles. Pesquisei daqui
e dali e vi que havia marcas consagradas de potenciômetros e que aqueles que eu
comprava, tanto em lojas físicas quanto na internet, não tinham marca nenhuma.
Percebi também que os potenciômetros de grife só eram vendidos em sites
estrangeiros ou então em fornecedores de sites de leilões (que importavam).
Resolvi fazer uma experiência e encomendei numa loja dos EUA uns potenciômetros
ALPHA. Bingo! Nunca mais tive problema.
Até hoje nenhum potenciômetro de boa
marca que comprei veio com defeito, nenhum! Dos vagabundos, de cada quatro três
vinham ruins. Isso se repete com chaves em geral (tipo HH, DPDT, SPST, 4PDT,
etc), CIs, jacks (estes quase sempre giram o miolo do terra quando a gente
aperta com a chave), trimpots e outra coisinhas. Portanto cuidado, desconfie de
componentes baratinhos. VAI DAR CÁCA NO FINAL!
Confira a qualidade do seu trabalho em cada fase. Deixe de preguiça.
Você vai evitar muita dor de cabeça ao conferir, para cada etapa, com muita paciência, se tudo que você fez está direitinho. E que etapas são essas? Depende do seu processo de montagem. Se você é como a maioria, que faz sua própria plaquinha PCI (porque comprar ela já pronta sai muito mais caro, embora seja de excelente qualidade), vai ter que começar a garantir a qualidade já na hora em que imprime o layout. Vou tentar separar e comentar as etapas, de acordo com meu “procedimento padrão”.
1) Confecção da placa PCI.
- ao imprimir no glossy paper (com impressora a laser, claro),
verifique com uma lupa se o toner está bem gravado no papel. Procure por
falhas, manchas, linha finas demais, etc, que possam comprometer a
transferência térmica que você vai fazer em seguida.
- depois de a transferência térmica ser feita e antes de gravar
com o percloreto de ferro, use novamente a lupa para conferir se não ficou
nenhuma falhinha, às vezes microscópica, em alguma trilha. Desconfie de linhas
meio “granuladas” ou borrões. Se houver falhas, mesmo muito pequenas, use uma
caneta de retroprojetor para reforçar bem o desenho. Só pare quando tiver
certeza absoluta que não deixou de examinar nenhuma linha e nenhuma conexão.
- depois de gravar com o
percloreto repita o exame com a lupa. Se mesmo depois de gravada a placa você
encontrar alguma falha, use a caneta de retroprojetor para marcar o local de
cada falha. Em seguida venha com o ferro e corrija a falha com solda (muito bem
feitinha, nem preciso dizer...)
2)Depois de soldar cada grupo de
componentes
Novamente use a lupa para
verificar se as soldas não estão encostando umas nas outras. Eu tenho como
regra pegar um estilete e passar entre todos os pontos de solda que não são
unidos no projeto, mesmo que não pareçam estar encostados. Também verifique se
alguma solda não ficou malfeita ou pela metade (às vezes parece que ficou uma
boa solda, mas com a lupa a gente percebe que pegou mais em um lado do que em
outro. Veja o exemplo no destaque da foto.). Corrija.
3) Depois de soldar a fiação na placa
Repita toda operação descrita no
item anterior.
4) Depois de prender jacks,
potenciômetros e pedal de acionamento
Confira pela última vez,
comparando com o esquema de ligação do projeto.
Pronto. Agora é só montar na
caixa, apertar bem as porcas de fixação (para evitar problema de aterramento),
espetar CIs e transistores, ligar na guitarra e na caixa e correr pro abraço.
Pode acreditar, o pedal vai
funcionar.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
CYCLOPE CORROSION DISTORTION - Um DOD da pesada.
Outro dia estava passeando no fórum do Handmades e acabei entrando numa conversa sobre um esquema que tinha sido achado por alguém, de um pedal clássico, década de 70, que pouca gente conhecia. Era um tal de DOD FX70C, apelidado de Corrosion Distortion pelo fabricante DOD. Daí a galera se entusiamou e depois de muito lero-lero alguém se prontificou a tentar fazer um lay-out a partir do esquema.
Passado um tempo, surgiu o desenho, postado lá pra quem quisesse testar. Quando vi o desenho da placa, pensei: "Por que não? Vai que fica bom..." O que me encheu de curiosidade foi que o projeto previa o uso de três CIs (4558 originais) e 5 transistores. Pô, se um pedal de distorção, como o RAT, usando um CI só, já tem aquele som todo, fiquei imaginando como seria esse tal de Corrosion - ainda mais com um nome desses...
Levantei o dedo - virtualmente, é claro - e disse: "Eu vou fazer! Depois posto aqui os resultados."
Encomendei as peças todas que eram necessárias (evitei usar peças da minha sucata, para evitar qualquer risco) e comecei a montar.
Depois de montado testei em casa, no meu cubinho e fiquei impressionado. Primeiro porque funcionou de primeira. Segundo porque o som distorcido do pedal é mesmo brabo. Ele já começa heavy desde o comecinho do potenciômetro. Com ele não tem aquela fase overdrive: já entra na pauleira mesmo com só um pouquinho de drive.
Enfim, foi uma boa surpresa. Batizei como "Cyclope Metal Soul", fiz um adesivo pesadão e filmei um mini-demo para postar no Youtube.
A qualidade do vídeo não é grande coisa, porque usei o celular numa sala sem nenhuma proteção acústica, com som da rua aparecendo e tudo o mais. Mas deu pra ver que o som do pedal é de respeito.
Recomendo para quem quer se divertir muito montando e pleiando.
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